Sunday, November 10, 2013

“Esse comboio de corda/que se chama o coração.” (Autopsicografica- Fernando Pessoa)


A primeira linha do poema disse: “O poeta é um fingidor.” Por que a palavra fingidor? Podemos continuar com a idéia do “autopsicografia” e dizer que o narrador está desenvolvendo uma interpretação ou uma imagem na mente dos leitores sobre o poeta. Porem, é notar a vida de Fernando Pessoa, como um escritor muito famoso, e aprendemos que ele criou mais do setenta e dois pseudônimos em toda a sua obra. Ele decidiu desenvolver trabalhos criando várias pessoas com perspetivas e vidas diferentes, que podiam desenvolver interpretações diferentes. Pessoa entendeu a capacidade de manipular leitores usando o poder da interpretação. Pode ser que ele estava criando sua própia imagem ou interpretação quando ele criou essas personagens, todavia ele mostra a capacidade que um poeta tem para fingir e criar uma falácia que parece verdadeira. Com o poder de manipular nossas perspetivas, o poeta também tem o poder de afeitar nossas interpretações.
Voltando a citação do poema, ele escolheu descrever os poetas como fingidores. Ele viveu sua vida como um fingidor, e ajudava os leitores a entender o grande poder da interpretação e manipulação através do seu próprio exemplo. Neste poema o poeta é o narrador, e fica fingindo. Por que por que de tanta manipulação? Autores Jeffrey Nealon e Susan Searls Giroux apóiam a importância dessa manipulação em relação à interpretação quando eles falam da história: “...events are explained in terms of certain paradigms that promote particular visions of the past, present and future. Because factual accounts of the past involve this process of selection and emphasis, they turn out to be interpretations, or constructions, of history rather than objective reconstructions of past realities”(109.) Assim como eles afirmam, é pela manipulação dos poetas, ou neste caso o narrador, que somos forcados a interpretar este poema através da visão ou interpretação do poeta. O poeta se torna o guia para nossas próprias interpretações

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